”(…) Pois não há inverno perturbador que não se resolva com uma bela xícara de café quente e uma bela pessoa para se beijar a ponta do nariz quando este estiver congelando. Eu gosto do frio. Eu gosto de me sentir segura no frio. Mas, de fato, o que eu gosto na vida é o quente por dentro e o frio por fora. Tudo parece se encaixar assim, quando encontro você sorrir assim, me proporcionando essa chance de me sentir assim, de novo. Fervendo. Borbulhando. Amando. Você, meu bem! (…)”
— Ana Carolina (via onlybepretending)
— Ana Carolina (via onlybepretending)
“E no fim a culpa é realmente minha. Eu sou aquele tipo de romântica incorrigível, eu leio romances, eu vejo romances, eu presencio romances e no fim acabo por acreditar que a minha vida também é uma porra de um romance. Que, mesmo quando o mocinho abandona a mocinha por motivos fora de seu alcance, no fim, ele irá voltar para resgatá-la. E que, fielmente, irá amá-la todos os dez vinte trinta anos que ficaram separados. Mas, e daí? Daí que a vida não é assim. Que amor desta natureza é uma agulha no palheiro, ou só ocorrem em filmes, em livros. Não na minha, na sua, na vida de todos os reles mortais. E a minha grande dificuldade, mais uma vez, é perceber que quando alguém diz adeus, quase sempre, é pra valer. Não quis ficar. Não fui o suficiente. Por fim, tenho que recolher a minha insignificância e seguir em frente, pois não é isso que o ser humano faz constantemente? Seguir em frente, seja como for.”
— Ana Carolina (via onlybepretending)